sábado, 3 de maio de 2008
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Preocupações de segurança
Sendo Peniche a cidade que eu adoptei e à beira mar plantada, parece-me de todo importante abordar um assunto que julgo pertinente.
Num fim de semana passado e volvidos que já foram alguns dias depois da inauguração oficial do local, isto porque esperava que ainda viesse a acontecer , mas segundo parece nada estará previsto. Como ia referindo no passado fim de semana fui com a família ao parque urbano da cidade e enquanto saboreava um café esperando pelas minhas damas que haviam iniciado um passeio pedestre no seio deste lindo parque, fiquei olhando para aquele imenso relvado lindo e verdejante convidativo á prática de actividades desportivas mas, infelizmente inaugurado sem segurança nomeadamente para as crianças que ali possam estar em brincadeira até jogando á bola ou correndo simplesmente enquanto seus pais ou seus acompanhantes talvez como eu fiquem desfrutando da magnifica e reconfortante paisagem, no entanto e para quem sabe o que são crianças, facilmente se pode perder o controle das suas brincadeiras e num ápice sai uma ou várias no encalce de uma bola ou de um animal de estimação que inadvertidamente pode saltar para a Av. Monsenhor Bastos, ou até mesmo numa bicicleta que se pode desequilibrar em direcção á dita avenida e que por incúria de alguém, pode vir a estragar a vida de uma ou mais famílias, pois pese embora o facto de haver protecções na rotunda além destas e no sentido norte sul nada mais foi instalado nem ao menos uma vedação em arbustos e sendo esta uma zona de acelaração para quem sai da rotunda, podendo tão só ser confrontado com uma situação das que acima referi e aí tanto automobilista ou motociclista como família de ambos podem ficar destroçadas porque mais uma vez alguém não pensou em segurança.
Não querendo ser mais papista que o papa e não desresponsabilizando pais e ou educadores mas, existe francamente muita falta de segurança para os utilizadores daquele lindo espaço pois mesmo atentos num piscar de olhos as crianças a correr junto á auréola do parque facilmente podem sair para a Av. sem se aperceberem do perigo que correm e que podem causar a quem circula naquela via de acesso ao IP6, o que já não é fácil acontecer no lado oposto (Porto de pesca) pois é uma via sem saída e usada por pessoas mais atentas ao local uma vez que todos os olhos são poucos para encontrar uma nesga afim de estacionar, logo menos velocidade e mais atenção. No lado do Hotel não vejo tanta perigosidade porquanto o lado da fonte luminosa é bem mais propicio ao desenvolvimento de brincadeiras e actividades de lazer
Preocupações de segurança
Sendo Peniche a cidade que eu adoptei e à beira mar plantada, parece-me de todo importante que o factor segurança devesse ser uma das principais prioridades do Município, do seu Executivo e dos seus Munícipes. No entanto, devido a muitíssimos factores, parece que todos andam um pouco arredados desta realidade difícil de encarar e, até, possivelmente dramática em caso de possível catástrofe .
Sendo a segurança umas das minhas principais atenções de há 30 anos a esta parte, parece-me de todo urgente meter mão à obra, sob pena de, num dia “X” , ficarmos todos, os que restarem de boca aberta e de pés e mãos atadas, sem saber o que fazer nem por onde começar.
Não é meu hábito “vaticinar” mas com os conhecimentos que fui adquirindo ao longo da vida, bem como por tudo aquilo que nos vai sendo dado a conhecer através da imprensa, só me resta de todo esperar o pior, pois venho assistindo a um constante alheamento e a um adiar de implementação de medidas por parte dos vários executivos camarários que, não fora eu sensível ao problema, me sentiria pura e simplesmente embalado como num berço de filigrana decorado com flores cor de rosa e alguns anjinhos em seu redor. Será caso para dizer valham-nos Deus e os Anjos pois dos homens pouco ou nada se poderá esperar.
Peniche cresceu e desenvolveu-se praticamente sempre na perspectiva económica da pesca até à década de 80/90. Agora em 2000, com a pesca em decadência, Peniche quer e estará crescer na perspectiva económica do turismo. Será que ainda faltam algumas décadas para Peniche crescer na perspectiva da sustentabilidade de vida e da segurança dos seus munícipes ou será que quando formos por essa perspectiva já nada se poderá ou valerá a pena fazer?
Na ânsia da modernidade e da evolução algumas mentes dos anos 60/70, investiram na construção de um Quartel de Bombeiros, com características anti-sísmicas (provavelmente o primeiro desse género no país) mas, que não resistiu à viragem do século por se considerar obsoleto e já de reduzidas dimensões para as necessidades do “futuro”.
Sem dúvida, algumas outras mentes não tão florescentes e pensando tão só em interesses pessoais de ascensão e ou económicos da agora cidade, imaginaram a necessidade de retirar ao centro histórico da cidade os seus bombeiros pois que, com a fúria dos fogos florestais, todas as saídas para socorro eram forçosamente para fora da cidade e até concelho.
E lá foram os Bombeiros para fora das muralhas, pois deixavam de fazer perigar o frágil equilíbrio de escoamento de trânsito local e porque a zona escolhida era de fácil construção, ajudando pela imponência a mostrar evolução na cidade, esquecendo tão só o problema da segurança empenhando mesmo o futuro em si. Assim todas as vozes se ergueram levando o Quartel de Bombeiros para fora das muralhas. Movimentaram-se interesses e uniram-se esforços para que, em nome do progresso, ficassem lá fora e na zona onde hoje se encontram. Com os Bombeiros “barulhentos e desaustinados” fora das muralhas, tudo supostamente se resolveria. No entanto, esqueceram todo o resto, que o Hospital e todos os meios associados ao socorro local ficavam dentro destas bem, como o centro nevrálgico e o grosso dos seus munícipes residentes dentro destas mesmas muralhas, não esquecendo também os mamarrachos e as reconstruções sem segurança garantida ,bem como toda a zona velha e histórica da cidade perfeitamente desordenada.
Então em caso de catástrofe precisam-se Bombeiros para dentro das muralhas, mas como, se agora estão lá fora, será que poderão estes actuar e socorrer convenientemente se o seu quartel fica na zona de maior risco da cidade, correndo o risco de, à primeira hora, ficarem em total inoperância, tanto por falta de acessos ao interior das muralhas como por impossibilidade de usar os meios ainda disponíveis.
No cômputo geral interrogo-me, como será se algo de complicado acontecer, onde estão e quais são os planos de emergência desta cidade e Concelho. Será que uma população desinformada terá possibilidades de se salvar ou ajudar quem precise no terreno, sem meios, sem orientação, sendo tão só potenciais vitimas do acaso e ou da incúria? Será que as mentes ofuscadas da nossa política se imaginam acima das possibilidades de sobrevivência relativamente aos restantes Munícipes e esperam tão só poder sair do “Bunker” e subir o seu pedestal no dia “X”, ditando ordens e orientações para os estropiados que restem?
Isto porque, por certo guardaram ou não na gaveta tão sigilosamente estas situações de extrema utilidade pública que, chega a parecer nada haver feito, deixando tão só por sua conta e risco todos os que em si vêm depositando confiança extrema e de si esperavam que algo tivesse sido feito em tempo, não será esta elevada factura impossível de liquidar , mesmo com todo o dinheiro deste falido País.
Será que já alguém pensou ser o antigo Quartel dos Bombeiros uma peça fundamental no futuro da segurança desta cidade e concelho, ainda que usado, não como loja de conveniência mas, sim como base avançada de socorro às populações da cidade em caso de catástrofe? Será que não existem outras formas de subsidiar a manutenção de um Corpo de Bombeiros sem que estes tenham de recorrer á caridade e ao aluguer das suas antigas instalações para fazer face às despesas de operação? Pede-se e dá-se para tantas coisas, porque não para beneficio da nossa própria segurança?
Munícipes deste concelho, vamos acordar deste sono embalador e partir para o encarar das verdadeiras realidades e necessidades de todos nós e dos nossos filhos, afinal quem é, o que é, e onde está a Protecção civil municipal, será que só nas escolas se ouve falar de protecção civil para se poderem receber as verbas destinadas a esta área.